terça-feira, 30 de junho de 2009

Museu de Arte da Pampulha

O Museu de Arte da Pampulha, antigo Cassino da Pampulha, integrante do Conjunto Arquitetônico, enfoca tendências artísticas variadas em mostras, pesquisa e conceituação. No seu acervo, obras da arte contemporânea brasileira.

É um dos prédios construídos por Oscar Niemeyer ao redor da lagoa da Pampulha, a pedido do então prefeito Juscelino Kubitscheck, no início da década de quarenta.

O prédio faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se complementa com a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile e o Iate Clube. Foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído.

Tão logo foi inaugurado, o primeiro cassino da cidade, passou a atrair jogadores de todo o Brasil, transformando a vida noturna de Belo Horizonte. Como o responsável pela casa era Joaquim Rolla, o mesmo administrador do cassino da Urca, no Rio de Janeiro, e do cassino do palácio Quitandinha, em Petrópolis, o cassino trouxe para Belo Horizonte algumas das maiores atrações de shows musicais internacionais. Os tempos de glória do Cassino da Pampulha duraram pouco. Em 30 de abril de 1946, durante o governo do General Gaspar Dutra, o jogo foi proibido em todo o Brasil. Passou a funcionar como museu em 1957, quando era conhecido como "Palácio de Cristal".

Burle Marx assina os jardins externos, que são decorados por três esculturas (de Ceschiatti, Zamoyski e José Pedrosa). Desde a reforma de 1996, suas instalações possuem biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia.

O MAP possui um acervo de 1.600 obras[1], dentre elas, mostras da Arte Contemporânea brasileira, que enfocam variadas tendências artísticas. Um dos destaques do acervo são as obras de Guignard. Seu acervo reúne obras de diversos artistas plásticos como Oswaldo Goeldi, Fayga Ostrower e Anna Letycia, obras de modernistas como Di Cavalcanti, Livio Abramo, Bruno Giorgi e Ceschiatti e dos contemporâneos Antonio Dias, Frans Krajcberg, Ado Malagoli, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, Franz Weissmann, entre outros.

Assim, o MAP cumpre sua função museológica, que não se resume à guarda e à preservação desse valioso conjunto de arte, mas inclui também sua exibição e circulação, sempre de forma a propor e conduzir novos raciocínios e reflexões.

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