segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Piscina e a Cruz.

"Hoje me recordo que aquela noite estava muito quente... E por ser o professor de natação da escola a mais de dez anos, mantinha as chaves comigo. Resolvi nadar um pouco para afastar o calor e os pensamentos estranhos. Lembro-me de que era noite iluminada por uma lua brilhante, cheia e muito linda. Caminhei devagar até a escola, abri a porta e como conheço cada centímetro desse lugar nem me preocupei em acender as luzes. Fui em direção à escada que leva ao trampolim... Senti o corrimão frio de alumínio. Lentamente fui subindo cada degrau... Não tinha pressa alguma... E confesso que nunca havia sentido tal emoção. Ao chegar ao fim da escada, caminhei até a base do trampolim de concreto. Sabia que estava a mais de três metros de altura. Sabia a distância exata da água. Eu sabia tudo sobre saltos. Eu sabia tudo... Subitamente minha atenção foi desviada para uma luz que vinha da janela a minha frente... Era a luz da lua que brilhava através do teto de vidro. Quando estava sobre o trampolim vi minha sombra em frente. Abri os braços e vi refletido às minhas costas um homem com os braços abertos em forma de cruz. Engraçado... Eu que nunca fui religioso pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Quando criança aprendi um cântico cujas palavras me vieram à mente e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido para nos salvar por meio do seu precioso sangue. Lembrei-me de minha mãe contando a estória de um menino que nasceu a mais de dois mil anos e cuja missão era ensinar-nos a amar o nosso próximo como a nós mesmos; e lembro-me de que ele não foi muito compreendido e morreu assim, como essa sombra na parede... De braços abertos... Em uma cruz. Que estranho! Parecia que eu via o seu rosto... Que brisa é essa? De onde será que vinha essa brisa refrescante? Não sei quanto tempo permaneci ali de braços abertos, contemplando a minha sombra na parede. Só sei que cada vez mais sentia uma paz... Paz absoluta... Paz de espírito. Desisti de pular... Nem eu sei porque... Talvez a brisa, a paz, talvez o rosto daquele homem, talvez a cruz, não sei... Somente resolvi descer os degraus sem pressa... Parecia que eu estava sendo conduzido... Leve... Ao chegar a beira da piscina, resolvi ver se a água estava fria. Abaixei-me e estiquei o braço... Espanto! Não senti a água... Sentei-me e coloquei os dois pés dentro da piscina... Não senti a água... Levantei-me e procurei o interruptor para acender a luz. Acendi e vi que o pessoal da manutenção havia esvaziado a piscina depois da última aula. Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado, seria o meu último salto. Nesse dia eu senti que Jesus existe, que seus anjos estão ao nosso lado em todos os momentos, que precisamos apenas silenciar nossos medos, nossa ansiedade, nosso egoísmo, nossas queixas que não acabam nunca... É só silenciar e sentir... Que você possa refletir, que você possa silenciar por alguns minutos e deixar que Eles cuidem de você. Quanto tempo vai demorar ainda para que nós possamos entender a sua Mensagem?"

Mensagem extraída do site da rádio Liberdade FM.

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